quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

em jeito de balanço,

disse-me:" sempre a achei enigmática"

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

recordar o passado algures em Lisboa

Hoje um colega do tipo simpático, tem dias, fez-me um elogio e sendo básico, acrescentou que terá contribuído para a minha auto estima. Respondi que seria muita pretensão sua pensar que teria alguma influência. Tudo isto com uma ponta de ironia simpática. Depois cruzei-me com uma colega pela qual tenho empatia e sinto o mesmo da sua parte. Disse-me com um ar entre o simpático e o confessional que estava gira. Agradeci, desta vez mesmo agradecida, e agora sim contribuiu para o meu ego. Esperava-me um "recordar o passado, algures em Lisboa". Estava confiante. Foram muitos os vultos com que me cruzei, já lá vão tantos anos. Uns conheceram-me outros não. Um tratou- me carinhosamente por um diminutivo, outro disse-me que apesar de terem passado muitos anos, estou na mesma, na essência, e ferrou-me não sei quantos amistosos beijos como se me tivesse visto na véspera e recordou com o mesmo à vontade, a memória fresca e divertida, o que nos divertimos em Itália com o meu italiano descaradamente e descomplexadamente mal falado, com timbre siciliano a abrir portas. Outro que não encontrei, enviou-me "cumprimentos com saudades e há anos que não nos vemos, aceita almoçar amanhã comigo?" Passado um bocado ao telefone já nos ríamos como nos velhos tempos.
Gostei de me sentir mimada. Talvez todas estas recordações e a presença, como se os anos não contassem tenha a ver com muito riso, um riso saudável daqueles de que se sente de facto saudade. Um dia destes ouvi em alguém à beira da ruptura que tinha saudades de rir, de dar uma boa gargalhada. e eu que o conheço desde sempre percebi o porquê.

Apesar do trânsito, gostei do fim da tarde em Lisboa.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

estímulo ou inspiração literária

«Olá, sou a Marusha», in "O Sonho mais doce", Doris Lessing, p. 418

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009