"Foi ao canto da palha buscar a forquilha e pegou-lhe pelos bicos, afastando a Ronda que ficara mais perto da Estrelinha. Esta, inquieta, dava com os joelhos na manjedoura e nitria, num arremesso de raiva; adivinhara que o estribeiro a ia espancar (...). Velhaca e rebolona, a égua deitou-se na palha da cama; os olhos zarcos... pareciam rebentar nas órbitas espantadas de pavor ... O estribeiro tocou-lhe a barriga com os garfos da forquilha para obrigá-la a erguer-se ... égua ..., encolheu-se ainda numa contracção de receio; mas logo num impulso, que Bago de Milho não foi capaz de compreender, pôs-se de pé e girou sobre si, atirando-lhe ao peito as duas patas traseiras... A Estrelinha, trémula com receio que ele a espancasse, foi logo procurá-lo com os dentes e mordeu-o com raiva ... O Farol gemeu e nem levantou a cabeça para ver o amigo. Talvez porque era um alazão velho, e sabia bem o que sucede a um homem quando um cavalo o odeia e o tem debaixo das patas", in " A Barca Dos Sete Lemes", Alves Redol
Há dias em Paris um cavalo da Guarda de Honra de Sarkosy, fugiu a galope só sendo capturado junto à Câmara de Paris...
João Lopes, escreveu: " Oprah Winfrey, dedicou um dos seus programas à tragédia dos cães e dos gatos abandonados, e sobretudo ao meritório trabalho dos asilos que os recolhem, procurando colocá-los em lares onde sejam bem recebidos (...). Bem sabemos que os dramas sociais estão longe de se esgotar neste problema, mas o modo como é formulado, acaba por ser um significativo índice de civilização. Oprah deu uma serena lição de pedagogia social, sem demagogia, nem miserabilismo, com rigor raro nos talk shows.
Por cá, as TVS copiam-se umas às outras alternando-se em falta de qualidade.
Os temas repetem-se à exaustão. Não se arrisca, teme-se o ridículo que só seria por
impreparação; há anos na SIC, num programa dirigido por Júlia Pinheiro, isto esteve à vista, num exercício de mau gosto, com tempos desiguais de antena, em que quase deliberadamente se não deu a palavra e se deixou achincalhar Margarida Namora, então presidente da União Zoófila.
Pura perda de tempo e sobretudo de esperança, que então ali se depositou.
Hoje neste Portugal afundado em corrupção, parece que o tema “animais”, é tabu.
É um país sem Tomates!
sábado, 7 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
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