sexta-feira, 21 de março de 2008

mon père est mort

domingo, 16 de março de 2008

O país do rising sun


Porque "nem só no/de lixo vive o homem", depois de degustar agradáveis iguarias nipónicas, seguiu-se "Seda". Não sendo um filme excepcional, recomendo pela calma que inspira, pela fotografia, pelas paisagens, pelos ambientes. Em suma, ainda com algo de novo, o que hoje em dia, vai sendo cada vez mais raro.

O país de José Sócrates e de Fátima Felgueiras é uma lixeira!



Só que eles não percebem, talvez porque:"o pior cego é o que não quer ver", talvez porque parem cá pouco!


Relativamente a Fátima Felgueiras por baixo da foto lê-se:"...foi à lixeira mostrar trabalho feito pela Resin". Fico-me pela foto. Olhe-se para Fátima Felgueiras e perceba-se o país: o império da vaidade e da piroseira. A seu lado uma cadela, que eventualmente terá parido há pouco tempo, cheira-lhe a mala, possivelmente cansada de vasculhar no lixo, para matar a fome e alimentar as crias. Fátima nem a vê, eventualmente nem o fotógrafo a terá visto, é assim a situação dos cães: transparentes neste país de sucesso, só para alguns. Amanhã teremos mais uma série deles, mais todos aqueles que nunca deveriam ter sido importados, invalidando assim leis estúpidas, feitas para não serem cumpridas, porque colocar piercings onde quer que seja, é da responsabilidade de quem o quiser fazer. E diz Sócrates que: "Este é o tempo da mudança", em
http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20080315+Este+e+o+tempo+da+mudanca.htm
QUANTO A MIM ESTE PAÍS NÃO MUDOU NEM UM MILÍMETRO. Leiam-se as crónicas dos estrangeiros que por cá passaram há séculos. Não há nenhum que não refira as hordas de cães famélicos que invadiam e assaltavam tudo o que se pudesse constituir como alimento.
Num exercício de grande contenção digo, ou melhor grito: TENHAM VERGONHA! TENHAM UM MINÍMO DE HOMBRIDADE", se não for pedir muito, CARALHO!

sábado, 15 de março de 2008

Eu


Eu era e ainda sou assim:

Tempestuosa
Intempestiva
Vontade férrea
Nervos à flor da pele
Sempre que seja preciso

Corro

Contra o vento
Contra tudo
Contra todos

Não sou fácil de amar
Mas quem me ama
Ama-me toda a vida
E eu também

segunda-feira, 10 de março de 2008

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa


aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhh


a expressão máxima da fúria, do ódio, da raiva, do desespero, um laivo de loucura às 17.20H, metida dentro do carro na Cidade Universitária. Quase uma hora para fazer um percurso de 10/15'.

Se os governantes cederem os batedores à população, talvez eles não precisem de batedores, e os indíces de divórcio, stress, depressão, absentismo, insucesso escolar, etc, desçam e quem sabe cresça a natalidade, cujos baixos indíces os preocupam tanto.

Porque nesta cidade, todas as horas são de ponta.

Alice no País das Maravilhas


Porque os graúdos também gostam de histórias e esta é uma história que já li numa idade vetusta. E guardei-a, bem guardada.

E por momentos imaginei-me a inexpriente Alice a ser interpelada pela lagarta fumadora de cachimbo, que se encavalita em cima de um cogumelo, acerca dos paradoxos deste mundo.

No filme do Walt Disney , ali está o cogumelo alucinogénico, e não é por acaso que os fumos que a lagarta inala preenchem, espectaculares as cores do arco-iris.


Nos graúdos a fantasia também pode pintar a realidade. É só uma questão de as portas se abrirem pela quimica dos cérebros, já que muitas vezes somos/fomos incapazes de as franquear pelo nosso magnetismo.

E assim vamos perdendo.
Tenham um bom sono.

domingo, 9 de março de 2008

Cavaco Silva, as suas palavras são música para os meus ouvidos


Hoje percebi a revolta dos professores. Tinha algumas dúvidas, mas hoje desfizeram-se. Um dos grandes problemas é serem avaliados por professores mais antigos, sendo neste caso a antiguidade um posto, que confere idoneidade, segundo o critério de Maria de Lurdes Rodrigues.
Ouvi a redacção/relato da vidinha modesta de Cavaco, que celebra hoje dois anos na presidência. Voz off e filme a preto e branco, já pareciam do tempo da outra senhora.
Voltando á redacção, fiquei sem palavras. Mas sofri, e pensei no tema da minha de há não sei quantos anos "o carteiro", remember? mas hoje um Presidente da República, o de hoje, não consegue fazer melhor?
Chega a casa cheio de emoções, depois de ter ouvido Simone aos berros!? Eu emociono-me, quando subo a pé a Rua Possidónio da Silva, paredes-meias com a da rua onde mora o presidente e vejo, e cheiro, e sinto não o descalabro de uma rua, mas o descalabro, a indiferença, a ignorância, etc do país.
Interrogado no Brasil acerca da "marcha da indignação", entre poucas coisas disse:"vamos ao almoço". Registo que até hoje um dos raros temas que não lhe foi tabu, foi o da não recondução de Dalila Oliveira no MNAA. Palavras para quê? As palavras de S.Exa. são música para os meus ouvidos, e Dalila está na Casa da Música.

Lasciare me cantare…

i love this Guy


é muito divertido
é muito versátil
é atrevido
é actual
sedutor
desportista
surpreendente
em suma é mesmo um sapo baril
a que ninguém se atreve a dizer ".../um feio sapo"
tudo nele é q.b.

sexta-feira, 7 de março de 2008

pontos cardeais

a norte nada de novo
a leste nada de novo
a oeste nada de novo
a sul nada de novo

o carteiro toca sempre várias vezes



Ouvi parte da entrevista de Maria de Lurdes Rodrigues a Judite de Sousa. Fiquei sem opinião perante um ser tão imperturbável, mas com as maiores suspeitas, de tão impassível e sem rugas. Suspeito sempre de gente sem rugas.
Quanto a professores a serem avaliados por professores idóneos, porque é o tempo que os faz, ao contrário da canção ".../o amor não é o tempo que o faz", percebo a apreensão dos professores. Está aí a vindicta.
Terá sido eventualmente nos primeiros anos do liceu, o tema da redacção era "O carteiro", não sei quantas linhas. Devo ter sofrido, porque nunca mais me esqueci de um tema tão "ai que bem escolhido!". Se fosse hoje, haveria vários carteiros, o de Pablo Neruda, o que toca sempre duas vezes, ou o que toca várias vezes: ser mínimo e explorado, enfiado numa pequena caixinha e sem horários; os envelopes que entrega são sempre amarelos, e há os recebidos, na caixa de entradas, e os enviados e outras modalidades que se me escapam. Agora há um facto indesmentivel: toca sempre várias vezes e com diferentes tons e os envelopes não têm selos.

quinta-feira, 6 de março de 2008

este país não é para velhos - portugal mata


"Este país não é para velhos", nem para novos, nem p’ro menino nem p’ra menina, nem p’ra cães, nem p’ra gatos, nem sequer p’ra ratos, nem p’ra ninguém.
Só p’ros políticos, que esses são cegos e surdos e falam demais, e quando falam verdade nasce-lhes um dente. E a oposição tem má pontaria, dá sempre tiros no pé. Luís Filipe Menezes é risível.
Este país não é p’ra rir, nem p’ra chorar, nem dá p’ra acreditar, é só p’ra zarpar. Está-se a afundar, salve-se quem souber nadar. "Se cá nevasse fazia-se cá sky", axim nádega-se. E estamos todos como o crocodilo que não coube na Arca de Noé (porque é um bichinho de boca grande), fô-di-dôs.