sábado, 5 de abril de 2008

121 gr - o peso da alma

Foram vários os meus blogs: Rio de pérolas de cor púrpura, Bom bom senso e bom gosto, Ana_grama, Ana_logia, I walk alone, etc, etc. Se me perguntassem qual dos nomes escolheria de novo, responderia: todos! Todos eles foram a expressão pura de um estado de alma, do melhor e do pior que há em mim, mas sobretudo do melhor. O intuito foi o de me dar a conhecer, contrariando o que sou, reservada no que me diz respeito. Este blog, em que agora escrevo e do qual me despeço, ainda testemunha de certa forma esse intuito. Por enquanto não o apagarei, talvez o faça, no primeiro impulso de me revelar de novo, o que me parece uma improbabilidade.
Vim aqui hoje, para homenagear alguém, que o não sabe, mas que me teceu o maior elogio que alguma vez ouvi na vida: "A Senhora tem alma!". Escrevo assim por extenso "Senhora", porque foi assim que o disse, convidando-me perante alguns notáveis a escrever com ele um livro sobre os primeiros republicanos. O seu avô foi um notável Presidente da República, daqueles que ficaram legitimamente na História, por fazerem toda a diferença. Claro que lhe respondi que não, que não tenho vocação para a escrita, nem método, nem disciplina, já para não falar da falta de conhecimentos. Disse-me assim com toda a simplicidade:"Eu ajudo-a. Pense nisso!" E deixou-me todos os contactos. E eu não respondi. E sinto uma enorme ingratidão, porque quando a alma se me está a esvair lembro-me:" Nos seus olhos, vejo que a Senhora tem alma!". E penitencio-me por não lhe ter respondido: e o Senhor, talvez me tenha salvo.

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