segunda-feira, 26 de maio de 2008

Volver a Salamanca

Não se deve nunca voltar ao local do crime, e também não se deve voltar ao sítio onde se foi feliz. É tudo verdade, se não nos armarmos em intelectuais de meia-tigela e fizermos uma simples mas sincera avaliação dos factos. De tudo isto sobra algo de benéfico: aprender. Aprende-se sempre sobre os outros e sobre nós. E então quando se encosta a cabeça para dormir, e se é invadido por uma insónia que nos despenteia, vemos passar uma multidão sem rosto, como se de bonecos recortados em papel se tratasse, mãos dadas, corpos bojudos constituídos por antigos camarotes de teatro, mas cuja madeira nobre e ornamentos foram substituídos por plástico. E então concluímos que primeiro dói, e que depois por força das vicissitudes nos tornamos mais mestres que o mestre, e que as coisas só acontecem porque dourarmos a pílula e fazemo-lo com lucidez, não porque acreditemos, mas porque queremos acreditar, que não estamos num mundo de plástico. O que sobra? Plástico. Pouco ou muito? Depende da perspectiva, mas que é bom, é! Senão de imediato, num f.p, tão mais próximo, com a prática cada vez mais próximo, o umbigo o expoente máximo elevado ao infinito.
Boa noite!

domingo, 18 de maio de 2008

expressionismo abstracto






sem expressão

sexta-feira, 16 de maio de 2008

José Sócrates versus Monica Lewinsky

No melhor pano cai a nódoa.

José Sócrates fumou no voo Portugal/Venezuela, desconhecia este seu hábito que na minha perspectiva não abona a favor ou a desfavor da personagem. Acho interessante como se faz disto uma noticia e se vai para a rua fazer inquéritos.
Num país onde a tuberculose aumenta vertiginosamente, em que os bens necessários à dignidade humana vão estando cada vez mais fora do alcance de muitos, em que o recurso ao banco alimentar é cada vez maior, em que as desigualdades são de um país terceiro mundista, Sócrates quis ser "um igual entre iguais", cagando-se na proibição de fumar, e pedindo desculpa e até prometendo deixar de fumar, como se isso interessasse a alguém. Deveria sim pedir desculpa, por tratar o povo , como uma cambada de atrasados mentais e como se isto fosse uma aproximação possível àqueles a quem espolia diariamente sem o mínimo de pruridos.
Sr. 1.º ministro shame on you.

sábado, 10 de maio de 2008

Josef Fritzel - a besta humana

Confesso que este caso me tem perturbado. Hoje ao ler o DN, li um artigo de opinião acerca do mesmo, e li sobre o caso de a Áustria produzir aberrações de natureza repugnante. Não valerá a pena nomear.

Quanto a esta aberração, vi no outro dia o seu advogado, vítima de ameaças, indignado perante os insultos de que tem sido alvo. Indignado e admirado por tal ainda acontecer num Estado de Direito. As palavras são suas. E eu talvez ignorante admiro-me como é que alguém que defende uma anormalidade sem tamanho, um predador inqualificável, que desrespeitou todos os DIREITOS, se atreve a evocar o Estado de Direito.

Seria tempo de acabar com a hipocrisia. Há crimes que não têm perdão, não têm justificação, não têm defesa possível.

Admiro-me também que um caso destes não tenha força suficiente para conglomerar o Direito internacional, e abrir a discussão, e fórmulas novas para as cada vez mais aberrantes surpresas que nos vão desencorajando de pensar que a humanidade avança no sentido positivo. Impera a bestialidade.

Este caso talvez possa ser a resposta, para tantas crianças e jovens desaparecidos.
O mundo está cheio de loucos, e a loucura revela sempre o Homem no seu pior.

Esperemos que o passado do verme, não o desculpe, justificando todos os “traumas”. O cenário está montado e só acredita quem quiser, o pior é que é sempre o inocente quem paga.

A prisão preventiva foi alargada para um mês. Vejamos o que acontece. Não deve acontecer nada, afinal a Tailândia é o paraíso da prostituição infantil, todo o Mundo sabe, este caso até deu um empurrãozinho, para esclarecer os mais cépticos, e possivelmente terá aberto a porta a mais predadores sem que nada lhes aconteça.

E assim vai o mundo, o turismo de vento em pôpa. E os Direitos!?

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Josef Fritzl - o vómito dos vómitos

Acho que o Direito tem todo de ser revisto. Julgar uma aberração destas como violador e condená-lo como tal, a 15 anosde prisão e como homocida do filho bebé a 5 anos- de prisão é uma brincadeira e torna o legislador num voyeur sádico. Não esqueçamos que começou a violar a filha aos onze anos, estragou a vida a toda aquela gente, com danos irreversíveis que até custa pensá-los, quanto mais vivê-los e esquecê-los. A morte para um merda destes é pouco. Desencadeia um grande nojo, uma enorme sede de vingança, e desperta os piores instintos. Como é que é possível que nestes casos haja recurso a advogados de defesa?? Atolá-lo na própria merda seria muito pouco, não daria por nada.