Não se deve nunca voltar ao local do crime, e também não se deve voltar ao sítio onde se foi feliz. É tudo verdade, se não nos armarmos em intelectuais de meia-tigela e fizermos uma simples mas sincera avaliação dos factos. De tudo isto sobra algo de benéfico: aprender. Aprende-se sempre sobre os outros e sobre nós. E então quando se encosta a cabeça para dormir, e se é invadido por uma insónia que nos despenteia, vemos passar uma multidão sem rosto, como se de bonecos recortados em papel se tratasse, mãos dadas, corpos bojudos constituídos por antigos camarotes de teatro, mas cuja madeira nobre e ornamentos foram substituídos por plástico. E então concluímos que primeiro dói, e que depois por força das vicissitudes nos tornamos mais mestres que o mestre, e que as coisas só acontecem porque dourarmos a pílula e fazemo-lo com lucidez, não porque acreditemos, mas porque queremos acreditar, que não estamos num mundo de plástico. O que sobra? Plástico. Pouco ou muito? Depende da perspectiva, mas que é bom, é! Senão de imediato, num f.p, tão mais próximo, com a prática cada vez mais próximo, o umbigo o expoente máximo elevado ao infinito.
Boa noite!