domingo, 30 de dezembro de 2007

DN - ... muitos anos de vida ...


Talvez viver!
De rir ás lágrimas: "Ninguém fala realmente da menstruação, pois não?", Carla Hilário Quevedo
Das grandes verdades: "Há amores que não merecem envelhecer", João Gobern Inesquecível: "Danças com lobos", de/e /com/[sem] Kevin Costener.
Evocações: para o bem e para o mal, na pobreza e na riqueza, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, quase solene: a leitura diária do DN e a cumplicidade que se foi criando, jornal aberto sobre a mesa saboreado com o primeiro café da manhã "double coffee", perdão café duplo :).

sábado, 22 de dezembro de 2007

Nicolas Sarkozy


Aí está um tipo giro e com personalidade

entretanto Sócrates contínua agarrado ao astrolábio, deve ser sina nossa; não nos descolarmos do passado.

















olhar de frente


Bandoleiro

Ney Matogrosso Composição: Lucina e Luli
Fosse ciganos a levantar poeira
A misturar nas patas
Terras de outras terras, ares de outras matas
Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado
Na mão direita o fado
Jogando sementes nos campos da mente
E se falasses magia, sonho e fantasia
E se falasses encanto, quebranto e condão
Não te enganarias, não te enganarias
Não te enganarias, não!
Fosse ciganos a levantar poeira
A misturar nas patas
Terras de outras terras, ares de outras matas
Eu, bandoleiro, no meu cavalo alado
Na mão direita o fado
Jogando sementes nos campos da mente
E se falasses magia, sonho e fantasia
E se falasses encanto, quebranto e condão
Feitiço, transe, viagem, alucinação

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

rossinante, não é flor que se cheire!


Nesta época natalícia e sendo eu mais uma trânsfuga que qualquer outra coisa, apetece-me divagar sem papas na língua, nem rédeas no pensamento, tal rossinante à solta.
Há de facto imagens que se nos gravam na memória e palavras nos tímpanos, por muito encerados que estejam.
Não me consigo esquecer do ar de Cavaco Silva, a repetir duas ou três vezes porque é que os portugueses não têm filhos. Ocorre-me que não sendo uma novidade de última hora, foi um êxito, tendo sido mesmo o seu compositor e intérprete, alvo de uma entrevista com a então reputada jornalista Margarida Marante (parece que agora neste mundo de machos intrépidos está na mó de baixo. Sinceramente desejo-lhe sorte!); o título precisa ser por extenso, porque o que vale a pena não vai lá com abreviaturas, nem com 3 …s: "Talvez foder".
Talvez Cavaco não saiba que os portugueses levam horas metidos no pára-arranca, e que dentro do habitáculo, condutor e penduras se tornam inimigos, independentemente do género e da cor. E tanto quanto eu sei o desejo que lhes vai na alma, não é o de foder assim, fodidos que estão.
Conforme as sondagens parece que a perfomance sexual, não vai mal, mas será possivelmente devido a uma alínea que não consta: “as rapidinhas fora de casa”, e o sumo prazer destas é que não dão fruto. Talvez se fossem premiadas aumentasse a taxa de natalidade?
Voltando ao ar de Cavaco, a sua bizarra estupefacção, só lhe pode ter corrido mal, dada a falta de sinceridade, esta é como o azeite, e no pior pano cai a nódoa.
Na mesma linha de falta de convicção e de cinismo, em que "o algodão não engana", encontram-se:
José Sócrates
Luís Filipe Menezes
Santana Lopes
Durão Barroso
Bento XVI
Xanana Gusmão
Ramos Horta
...
Enfim hipocrisia é o que não falta!

meditações

"J'ai medité long-temps, assis sur les tombeaux. non pas pour y chercher, dans la melancolie, le secret de la mort, mais celui de la vie", Mendes Leal

Melancolias quem as não tem?
A vida não é um jogo feito de toca e foge,
nem é um jogo de xadrez
nem um pião
...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Portugal de cu p'ró níquel

P’ró níquel dos holandeses que vão construir um empreendimento no mercado do Bolhão no Porto.
Basta ir a Barcelona para ver como são os mercados contemporâneos do Bolhão.
P’ró níquel dos estrangeiros que estão interessados no Boavista
P’ró níquel dos espanhóis que revitalizam o nosso comércio, o nosso imobiliário, a nossa Banca, e ...
P’ró níquel dos fundos comunitários que alimentam a ambição dos que gostam de carros de alta cilindrada, de inúteis cursos de formação que não dão emprego a ninguém, e ...
P 'ró níquel, até que se compreenda que Portugal é de todos, à excepção dos portugueses.
Já que se trata de níquel, pena é, que não seja gerido por um bom gestor estrangeiro, evitando assim que todos os portugueses, por uma questão de sobrevivência estejam de cu p’ró níquel.
Ah! e p'ró níquel de Hugo chavez, que um dia ainda nos mandará calar

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Que força é essa amigo...

Viu-o pela primeira vez, talvez há um mês e meio. Estava parado ao lado de uma atravancada esplanada de um reputado Café que criou fama e se deitou a dormir. Chamou-me a atenção pela elegância discreta e porque há muito tempo não via um homem interessante. Para comprar o jornal no Kiosque tive de passar por ele. Entre dentes sussurrou: “uma moeda”.
Depois disso fui-o vendo, apesar do ar digno, a degradação vai-se acentuando a cada dia que passa. Moedas reunidas, mete o turbo em direcção ao Casal Ventoso. Regressa vencido.
Ontem ao fim da tarde vi-o na Almirante Reis, ajoelhado sobre um cartão, a pele tisnada, típica de quem anda na droga, os olhos fechados possivelmente com pedrada ou com vergonha pela indignidade.
Perturbou-me. De repente num ímpeto voltei atrás para lhe perguntar “que força é essa amigo”, já lá não estava. Foi tudo tão rápido. Hoje não o vi.
.

José Sócrates+Cavaco Silva. Deus os fez, Deus os juntou


Hoje vi José Sócrates na TV, no Parlamento Europeu, orgulhoso do seu desempenho de mestre de cerimónias da presidência da UE. Disse que tinha certezas e não tinha dúvidas. O presidente da república, em tempos não tinha dúvidas e raramente se enganava. Mais uns aninhos e temos Sócrates na presidência da república, o pior é que o país continuará no seu descalabro dada a cegueira crónica dos que com "sacrifício pessoal" nos governam, acalentando-os a esperança de continuarem a cumprir espinhosos desígnios a nível internacional.
Durante a cimeira UE/África alguém se referiu a Sócrates como praticante da Real Politik, lembrei-me dada a sua vocação internacional, prometendo quando voltasse à terrinha, tratar dos assuntos nacionais com carinho, lembrei-me dizia eu, se não será a reincarnação de Otto von Bismark.
A propósito de Cavaco Silva e da sua recente sensibilidade social, a propósito do tema “exclusão”, prisão e droga, não me refiro ás crianças com cancro, porque aí a hipocrisia seria algo de dantesco, talvez não fosse preciso um grande esforço. Algumas sugestões:
1 - deixar as viaturas á porta
2 - não andar com batedores a abrir caminho
3 - andar a pé e com olhos bem abertos
4 - bem perto da sua casa e do Conselho de Ministros há uma rua, que é o microcosmos de um país e de uma cidade sem rei nem roque:
Rua Possidónio da Silva: degradação patrimonial, caos urbanístico e ambiental, pobreza, crime daquele que não entra nas estatísticas, mas deixa velhos sem o ordenado mínimo de fome, droga, desemprego, iletracia, ausência de legislação em defesa dos animais que deveriam ser de companhia, barracas, sim barracas em pleno bairro de Campo de Ourique, etc Um primor que deverá realmente colocar os dirigentes desta espelunca, no auge da realização, porque não há nada mais parecido com o terceiro mundo. Ah! e já agora, parece que numa herdade no Alentejo, cães esfomeados comem porcos mortos de inanição e doença.
Quanto a Cavaco, talvez também estivesse de parabéns como as instituições sociais que trabalham contra a exclusão, se o dinheiro que pagou á decoradora Cristina Santos Silva, pelas decorações natalícias, revertessem a favor de obras sociais. Assim é muito fácil falar de solidariedade.

A escola Josefa d´Óbidos fica mesmo ali à mão, de umas quantas ruas que se descem rapidamente para a droga que se trafica em "open air", aliás a droga, arranjar droga, parece ser a única coisa fácil de conseguir neste país. A oferta é diversificada e quem está de manhã num sitio, está à tarde em outro.
Perante isto não sei porque se discute a existência de droga nas prisões, quando se devia discutir a inexistência desta fora das prisões. Talvez se assim fosse se poupassem vidas, meios e recursos. Dava era mais trabalho!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Entre o céu e o inferno


, contagem decrescente

A primeira-dama, Maria Cavaco Silva, inaugurou há uma semana uma obra ímpar de arquitectura efémera: um presépio em C. de Ourique, no adro da Igreja St. Condestável; parece que esta preciosidade é património da freguesia com o mesmo nome. Dada a situação logística do mesmo, o desconforto das personagens que milenarmente o compõe é patente. Também patente é o desconforto de um solitário polícia municipal, que enfiado na viatura, faz a vigilância durante a noite à sagrada família, alheia à desumanidade e estupidez humana que haveria de conduzir o menino feito homem à morte, segundo rezam as Sagradas Escrituras. E fá-la-á até dia 6 de Janeiro. Não sei como será a noite de Natal do policia encarregue de tão espinhosa missão. Num país em que os brain storms abundam, assim como o choque tecnológico, não haveria uma forma de vigilância mais consentânea com os tempos modernos?
Enquanto isso acabados de jantar, com certeza bem regados, uma série de bem dispostos comensais, de que fazia parte um representante da Junta, comentam divertidos o presépio e um deles diz: é pá, não viste que esta merda tá mal colocada?

Palavras para quê? é um presépio português!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sócrates, José. " O pior cego é o que não quer ver"

Terminada a cimeira UE/África. Não assisti na TV, à vanglória do êxito. Não li nos jornais sobre a vanglória do êxito. Ninguém me perguntou se eu concordava que o dinheiro que pago em impostos fosse destinado a este exercício de cinismo e inutilidade.
E depois do adeus!? Saio hoje de manhã e deparo-me com uma das parcelas do "êxito": um homem, preto, na média do 30 anos, vasculha e despeja os contentores do lixo. Como tinha revistas para deitar fora, pergunto-lhe se as quer para ler; responde-me: não sei ler.
Que futuro terá num país hipócrita para onde entrou através de um qualquer aeroporto ou fronteira, se o seu destino é a clandestinidade de algum bairro de barracas, daqueles que nunca se exterminam, enquanto alegremente os da sua cor já encarreiraram pelo que os brancos têm de pior: a vaidade e a indiferença.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

pois não!