terça-feira, 18 de dezembro de 2007

José Sócrates+Cavaco Silva. Deus os fez, Deus os juntou


Hoje vi José Sócrates na TV, no Parlamento Europeu, orgulhoso do seu desempenho de mestre de cerimónias da presidência da UE. Disse que tinha certezas e não tinha dúvidas. O presidente da república, em tempos não tinha dúvidas e raramente se enganava. Mais uns aninhos e temos Sócrates na presidência da república, o pior é que o país continuará no seu descalabro dada a cegueira crónica dos que com "sacrifício pessoal" nos governam, acalentando-os a esperança de continuarem a cumprir espinhosos desígnios a nível internacional.
Durante a cimeira UE/África alguém se referiu a Sócrates como praticante da Real Politik, lembrei-me dada a sua vocação internacional, prometendo quando voltasse à terrinha, tratar dos assuntos nacionais com carinho, lembrei-me dizia eu, se não será a reincarnação de Otto von Bismark.
A propósito de Cavaco Silva e da sua recente sensibilidade social, a propósito do tema “exclusão”, prisão e droga, não me refiro ás crianças com cancro, porque aí a hipocrisia seria algo de dantesco, talvez não fosse preciso um grande esforço. Algumas sugestões:
1 - deixar as viaturas á porta
2 - não andar com batedores a abrir caminho
3 - andar a pé e com olhos bem abertos
4 - bem perto da sua casa e do Conselho de Ministros há uma rua, que é o microcosmos de um país e de uma cidade sem rei nem roque:
Rua Possidónio da Silva: degradação patrimonial, caos urbanístico e ambiental, pobreza, crime daquele que não entra nas estatísticas, mas deixa velhos sem o ordenado mínimo de fome, droga, desemprego, iletracia, ausência de legislação em defesa dos animais que deveriam ser de companhia, barracas, sim barracas em pleno bairro de Campo de Ourique, etc Um primor que deverá realmente colocar os dirigentes desta espelunca, no auge da realização, porque não há nada mais parecido com o terceiro mundo. Ah! e já agora, parece que numa herdade no Alentejo, cães esfomeados comem porcos mortos de inanição e doença.
Quanto a Cavaco, talvez também estivesse de parabéns como as instituições sociais que trabalham contra a exclusão, se o dinheiro que pagou á decoradora Cristina Santos Silva, pelas decorações natalícias, revertessem a favor de obras sociais. Assim é muito fácil falar de solidariedade.

A escola Josefa d´Óbidos fica mesmo ali à mão, de umas quantas ruas que se descem rapidamente para a droga que se trafica em "open air", aliás a droga, arranjar droga, parece ser a única coisa fácil de conseguir neste país. A oferta é diversificada e quem está de manhã num sitio, está à tarde em outro.
Perante isto não sei porque se discute a existência de droga nas prisões, quando se devia discutir a inexistência desta fora das prisões. Talvez se assim fosse se poupassem vidas, meios e recursos. Dava era mais trabalho!

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