sábado, 23 de fevereiro de 2008

ainda e sempre os cães




Talvez a grande sinistralidade das nossas estradas tenha a ver com a falta de ética; uns dizem que é o resultado da nossa falta de civismo. É tudo junto! Quando estamos por nossa conta na generalidade, somos sempre o nosso pior, e o nosso pior é uma falta de generosidade intrínseca.
Comecei por resistir, mas dou apoio pontual a um cão que não sendo de ninguém, tem de ser agradecido aos que "generosamente" o apoiam. Hoje chegaram duas ao mesmo tempo, a outra e eu. E eis o cão perante um dilema. Dirigiu-se tão ligeiro quanto a sua perna dianteira manca lhe permitiu, cheirado o repasto voltou para trás e optou pelo meu, servido condignamente, de forma asseada e em material reciclável, porque também gosto do ambiente. O repasto cumprido, a caixa no lixo. Não sobrou um grão de arroz, nem um vestigio de sujidade.
Depois constatei, revoltada a falta de respeito pelos pobres: a outra comida com ossos de galinha vazada na terra.
É por causa destas boas almas que apesar de já ter tentado pertencer a associações e quejandos, acabo sempre por desistir. Se há coisa com que não consigo pactuar, é com falta de respeito e tendo aprendido que a ética não se ensina, já desisti, mas que mete nojo, mete!

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