Garanto que não percebo como é que numa época em que as mulheres andam mais despidas que vestidas, um decote pode ser tão destabilizador, e abrir tantos sorrisos, suscitar tanta curiosidade em ambos os sexos, tanto olhar discreto e indiscreto, criar tanta simpatia, e empatia, enfim subir o astral da sua portadora e diverti-la simultaneamente.
Há anos comprei um body em Paris, era do maior atrevimento e recurso certeiro quando o astral estava em baixo. Foi numa época em que uma colega me dizia:" quando entras a sala fica cheia", o que eu achava um abuso, mas hoje "sombra" que sou, percebo o significado das suas palavras. Há mais anos ainda quando eu era quase casta disseram-me que poderia servir de modelo para o busto da República, assim como Bardot servira para a Mariane. Um ex-cônjuge raramente engraçado encarava este facto como determinante para a manutenção do matrimónio, o que na prática não se veio felizmente a verificar. Não há muitos anos disseram-me que não percebiam a minha descrição, quando deveria ousar... Há pouco tempo disseram-me que era perfeito, lindo e agudo, e a este propósito lembrei-me dos triângulos equiláteros e também os há obtusos. Hoje lembrei-me de tudo isto ao estrear um top que aguardava pacientemente por um bronzeado que o valorizasse. Foi só pôr os pés na rua.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário