sábado, 26 de julho de 2008

Não obrigado!

De férias insulares peço uma informação a um aborígene sentado num muro. Agradeço e viro costas, pronta para partir. Nisto oiço: "quer uma fôda?" Com o sotaque característico, não percebo senão à terceira. Até aí percebi folha ou coisa semelhante. "Não obrigado!" e segui caminho. Não incrédula, nem estupefacta, apenas contrariada por ter perguntado três vezes.
Uma amiga minha "enxuta", como se diz para definir a boa forma, divorciada e com dois filhos costuma dizer com graça:" eu, somos três". Talvez por isso os relacionamentos afectivos sejam difíceis. Convidada para um jantar que supôs romântico, pensando eventualmente em pequeno-almoço, ainda este não decorria e já ouvia:" quando fodemos os dois até ganir". Incrédula pelo inesperadamente reles, não perguntou como eu. Sorriu ou riu, atrapalhada e pensou como encaixar com diplomacia o que acabara de ouvir. Estar-lhe-iam a chamar cadela, supondo que o comensal se assumia como cão? Respondeu "não obrigado!" e aliviada deixou o jantar na mesa.

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