Iniciei-me na blogosfera com um blog chamado Barata Loira, que no 1.º spot anunciava a chegada de um meteorito. Teve vida curta. Seguiram-se outros. Imperou em cada um deles um ser emocional. Talvez esta tenha sido a grande revelação. Foram muitos, sucumbiram a fúrias. Mais tarde alguns, muito poucos reapareceram, tal era o sentimento que nutria, que não podia viver sem eles, apesar da relação amor/ódio que desencadeavam. Tenho especial lembrança de Rio de Pérolas de Cor Púrpura; a sua criação estava imbuída de romantismo. Fiz amigos, um ou dois. A amizade na minha vida é uma raridade, talvez porque autentica e com elevado grau de exigência. Na totalidade terei escrito centenas de spots. Engordei à conta disso. Desmazelei o habitat. Deixei de privar. Foi com eles que perdi o hábito de me deitar cedo e me tornei noctívaga. Sorri, sofri, esperei/desesperei, iludi-me, fraquejei, rastejei, ofendi, desisti, e aprendi e muito e sobretudo coisas boas. Ilustrei-me, dei asas à imaginação, à subversão, à ousadia, etc. Se tivesse de fazer um balanço, seria sobretudo positivo.
Raramente releio o que escrevo. O actual blog, mantive-o por respeito aos spots sobre cães que publiquei, como forma de me redimir dos outros que apaguei. Lembro-me de raros títulos de spots. Não guardei nada do que escrevi.
Mas há dois spots que lamento profundamente não ter guardado: "cão ruim", dedicado a uma amantíssima cadela que persegui durante quatro anos e a quem acabei por dar teto. Não há um dia em que não me lembre dela. O outro "no name river", sinteticamente uma história de amor.
Este mantenho-o como um escape emocional. Às vezes faz-me falta.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário