sábado, 18 de outubro de 2008

entardecer

Entardece. As nuvens estão uma mescla de cinzento e rosa encarniçado, no verão este tom costuma ser prenúncio de bom tempo. A tarde está silenciosa como eu, meia turva, a precisar de Sol.
Um desejo de evasão apoderou-se de mim desde manhã. Desejo de um destino longínquo e incógnito, em que nada perturbasse a minha massacrada sensibilidade. Só pode ser um sítio que não exista.
Cheguei aquele ponto de equilíbrio/desequilibro, construção/desconstrução, empatia//antipatia/simpatia: indiferença em suma, a roçar a irresponsabilidade sentida e consentida.
Como tudo na vida tem duas faces. Vamos dar tempo ao tempo, esse sábio!
Se lhe déssemos ouvidos, não seriam necessárias curas.
Olhando para trás pasmo como não escrever no blog, não ler blogs eleitos me deixavam ansiosa. Hoje é numa tentativa de recuperar um pouco de alma que estou aqui, sem nostalgia, sem curiosidade em ler o que escrevi para ver se me reconheço, se me recupero. Estou a perder a capacidade de me emocionar com o que quer que seja.
Confesso que num outro blog que criei a atitude é a mesma, apesar de me ter emocionado, envaidecido por um papel de destaque que me conferiram num outro de reconhecido mérito.
Ao escrever este post não contradigo o post anterior. Nem sequer sei se voltarei, e se voltar já não sou o que fui.



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