Tinha que vir aqui dizer que sou uma mulher tão surpreendente, que até a mim me surpreendo.
Tinha que dizer que às vezes sou tão nauseante que sinto náusea de mim.
Tinha que dizer que sou tão independente, que já não sei se serei introvertidamente sacana.
Tinha que dizer que sou tão anarca que me custa não poder mandar tudo à merda.
Tinha que dizer que dou tanto trabalho, que às vezes me canso de mim
mas canso-me sobretudo dos outros
...
Tinha que dizer que contra tudo e contra todos, não sou, nunca fui um dado adquirido
Tinha que dizer que compreendo que é difícil, senão impossível perceber alguém assim
Tinha que dizer que a vida sem palavrões era um constante stress
Pensá-los por dentro, sorrindo por fora
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
o prazer de ouvir
Yoga pala manhã, Jorge Palma durante o dia, Spa ao fim da tarde. Desligar o telefone às seis, porque é melhor que “after eight “.
Hoje resolvi que não partiria os "mesmos ossos", Tal como o cantor canta em Voo Nocturno.
Ouvi repetidamente este voo e Encosta-te a mim. Talvez a chave do sucesso seja a simplicidade o conforto que transmite e a confiança que inspira. É sem dúvida uma canção intemporal. Merecido êxito. Aliado ao êxito veio o Globo de Ouro. E lá estava Jorge Palma no palco pronto para receber o tão merecido prémio. Eis senão quando a estupidez de Hermano José surge e o deita ao chão, fá-lo rastejar, porque um perdedor nunca quer estar só, carrega-o às cavalitas e o resto de tão deprimente episódio, nem me lembro. Tive pena que Jorge Palma não lhe tenha desfechado um murro na queixada. Terá com certeza estragado a festa a Jorge Palma e aos que lhe são próximos. A assistência ria. Não ouvi nenhum comentário contra.
Esta impressão ficou-me na retina, e não fui a lesada.
Hoje resolvi que não partiria os "mesmos ossos", Tal como o cantor canta em Voo Nocturno.
Ouvi repetidamente este voo e Encosta-te a mim. Talvez a chave do sucesso seja a simplicidade o conforto que transmite e a confiança que inspira. É sem dúvida uma canção intemporal. Merecido êxito. Aliado ao êxito veio o Globo de Ouro. E lá estava Jorge Palma no palco pronto para receber o tão merecido prémio. Eis senão quando a estupidez de Hermano José surge e o deita ao chão, fá-lo rastejar, porque um perdedor nunca quer estar só, carrega-o às cavalitas e o resto de tão deprimente episódio, nem me lembro. Tive pena que Jorge Palma não lhe tenha desfechado um murro na queixada. Terá com certeza estragado a festa a Jorge Palma e aos que lhe são próximos. A assistência ria. Não ouvi nenhum comentário contra.
Esta impressão ficou-me na retina, e não fui a lesada.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
vanity fair
"- Nenhuma dissimulação, enquanto os dois pares de olhos se devassavam mutuamente (…)", p.319, in O Sonho mais Doce, Doris Lessing.
Um romance de vida em que tal como na vida real há raríssima gente decente. Este olhar assim expresso cumpre um dos mandamentos "tratar o outro como a nós próprios", a "crucificação", é quase sempre o desfecho.
Como todos, às vezes interrogo-me sobre o que ando cá a fazer? Que marca ficará de mim? Ocorre-me que através da quase dezena de cadelas que tirei da rua, terei dado um contributo. Ao lembrar-me dos olhos de algumas, a vitória de as ter conciliado com ao humanidade. Que humanidade?
Para mim uma das coisas que mais me interessa no meu semelhante é a dignidade e a dignidade é uma construção quotidiana e permanente.
E há coisas que ainda me dão vontade de chorar, e não sei o que correria nas lágrimas? Hoje falei com alguém com quem cumpri escrupulosamente o mandamento, e sem ponta de vaidade consegui com muito trabalho recuperar uma alma, porque a dignidade estava pelas ruas da amargura. Foi uma vitória suada. Hoje só vi vaidade e superficialidade, que foram os defeitos ruinosos. E depois de tudo, concluo que o Homem não aprende. Indo-se a imaginação que doura a pílula nada resta., a não ser o asco pela vaidade que é o motor do mundo.
O resto que se foda!
Um romance de vida em que tal como na vida real há raríssima gente decente. Este olhar assim expresso cumpre um dos mandamentos "tratar o outro como a nós próprios", a "crucificação", é quase sempre o desfecho.
Como todos, às vezes interrogo-me sobre o que ando cá a fazer? Que marca ficará de mim? Ocorre-me que através da quase dezena de cadelas que tirei da rua, terei dado um contributo. Ao lembrar-me dos olhos de algumas, a vitória de as ter conciliado com ao humanidade. Que humanidade?
Para mim uma das coisas que mais me interessa no meu semelhante é a dignidade e a dignidade é uma construção quotidiana e permanente.
E há coisas que ainda me dão vontade de chorar, e não sei o que correria nas lágrimas? Hoje falei com alguém com quem cumpri escrupulosamente o mandamento, e sem ponta de vaidade consegui com muito trabalho recuperar uma alma, porque a dignidade estava pelas ruas da amargura. Foi uma vitória suada. Hoje só vi vaidade e superficialidade, que foram os defeitos ruinosos. E depois de tudo, concluo que o Homem não aprende. Indo-se a imaginação que doura a pílula nada resta., a não ser o asco pela vaidade que é o motor do mundo.
O resto que se foda!
domingo, 16 de novembro de 2008
dois em um: um dia é da caça o outro do caçador
Na 5.ªfra um inesperado convite para jantar no sábado. Só no sábado por volta da hora do almoço posso confirmar se estarei disponível. Meia verdade, meia mentira. Tudo dependia de outros valores. Confirmado o jantar. À mesa de um restaurante in, em que tudo berrava, como se de uma tasca se tratasse, mostrou-me a brincar o TagHeuer que tinha colocado para me impressionar. Disse-lhe que não ligava a relógios e que não era o tipo de coisa que me impressionava. Dito talvez de uma forma que tenha deixado transparecer o tédio. Surgiu a pergunta:”então o que te entusiasma?”, dita de forma algo ressentida. Tanta coisa respondi, sem me lembrar de algo que não fosse fracturante.
A seguir ao jantar seguir-se-ia um copo. Subitamente senti-me abstémia e com uma vontade louca de regressar de táxi. À saída do carro, sob pretexto de me encontrar com uns amigos (a tal ½ verdade/mentira) foi-me dito: “que estava muito bem”, coisa que uma mulher sabe de cor quando se prepara para isso, e quando desperta a atenção na mesa ao lado.
O copo foi tomado sob um misto de surpresa /desprezo de uma mulher madura, num mundo de vaidade embora preparada para impressionar.
Hoje ao almoço, dois casais à minha frente. Um deles com umas melenas censuráveis sobre o colarinho branco, elas completamente libertas de vaidade. A atmosfera era de poucas palavras, mas havia sintonia. E eu pensei é isso: companheirismo, cumplicidade, verdade, à-vontade, paz, amizade, cama ou não tanto faz.
Estamos a reduzir a convivência a macho/fêmea, acasalamento e pouco mais.
Por mim já optei, recolhi ao convento, sem remissão.
A seguir ao jantar seguir-se-ia um copo. Subitamente senti-me abstémia e com uma vontade louca de regressar de táxi. À saída do carro, sob pretexto de me encontrar com uns amigos (a tal ½ verdade/mentira) foi-me dito: “que estava muito bem”, coisa que uma mulher sabe de cor quando se prepara para isso, e quando desperta a atenção na mesa ao lado.
O copo foi tomado sob um misto de surpresa /desprezo de uma mulher madura, num mundo de vaidade embora preparada para impressionar.
Hoje ao almoço, dois casais à minha frente. Um deles com umas melenas censuráveis sobre o colarinho branco, elas completamente libertas de vaidade. A atmosfera era de poucas palavras, mas havia sintonia. E eu pensei é isso: companheirismo, cumplicidade, verdade, à-vontade, paz, amizade, cama ou não tanto faz.
Estamos a reduzir a convivência a macho/fêmea, acasalamento e pouco mais.
Por mim já optei, recolhi ao convento, sem remissão.
sábado, 8 de novembro de 2008
indomável
Acho que há destino!
Acho que há livre arbítrio!
Acho que o dilema deriva dos dois.
Acho que se assim não fosse tudo seria imutável
Acho que o berço o dá
A tumba o leva
Gosto de gostos extremados
Nada me agonia mais que o meio-termo
Mais uma vez a vida me provou que, ou sou amada ou odiada.
Mas gosto!
Gosto de ser construtiva
Odeio-me quando estou destrutiva
Odeio a cobardia
Odeio a calúnia e a estupidez
Odeio a falta de imaginação e a preguiça
Odeio os Maria-vai-com-os outros
Odeio a mentira
Odeio a falta de ética
Odeio a indiferença
Odeio enganar-me
Adoro que o outro me surpreenda positivamente
Adoro cadelas, gostaria de dar colo a todas
A ambição máxima, é que nenhuma precisasse de colo.
… etc
às vezes acredito que Deus existe.
Acho que há livre arbítrio!
Acho que o dilema deriva dos dois.
Acho que se assim não fosse tudo seria imutável
Acho que o berço o dá
A tumba o leva
Gosto de gostos extremados
Nada me agonia mais que o meio-termo
Mais uma vez a vida me provou que, ou sou amada ou odiada.
Mas gosto!
Gosto de ser construtiva
Odeio-me quando estou destrutiva
Odeio a cobardia
Odeio a calúnia e a estupidez
Odeio a falta de imaginação e a preguiça
Odeio os Maria-vai-com-os outros
Odeio a mentira
Odeio a falta de ética
Odeio a indiferença
Odeio enganar-me
Adoro que o outro me surpreenda positivamente
Adoro cadelas, gostaria de dar colo a todas
A ambição máxima, é que nenhuma precisasse de colo.
… etc
às vezes acredito que Deus existe.
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