"(...) Uma tensão que João Jonas, chefe do posto administrativo de Chupanga - que em 2007 albergou um dos maiores centros de acomodação -, descreve de forma eloquente: "As pessoas gostam de viver onde se faz machamba (terra de cultivo). Depois a cabana que fizeram, a própria machamba, tudo está cercado de água".E há quem considere, como o padre espanhol Fernandez Prieto, responsável pela missão de Murraça, que o êxodo era evitável através da melhor gestão das descargas da barragem de Cahora Bassa. "Eles é que deviam pagar as casas destruídas", diz o religioso. Em Murraça desde 1967, este padre de Córdoba vai mais longe: "Há uma intenção do Governo de tirar aquela gente dali."
Vamos ver se quando os chineses estiverem nessas terras ferteis se haverá descargas, culturas arrasadas e chineses em fuga?!
Pobre povo africano
domingo, 27 de janeiro de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
incolor, indolor, inodoro, a

há vidas assim
cada vez mais!
o saldo positivo, é que vivendo-se assim:
uma vida "indolor",
cada vez mais o homem se aproxima do seu umbigo
e o umbigo é o centro do seu mundo
cada vez nos magoamos menos
e é muito bom viver sem dor
uma coisa linda retirada de "Eu sei, mas não devia" , em : http://wind9.blogspot.com/
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
um dia de cão

Cão de gado transmontano, é assim que chamam aos cães de Trás-os-Montes, que guardam os rebanhos e que afugentam os lobos e as suas alcateias. São lindos!
Muitos pastores já se estão a tornar criadores de cães desta raça ou com estas qualidades. São cães de grande porte. Vi uma ninhada destes meninos. Um deles foi arrancado ao calor dos manos, para ser mostrado com o ar de "cordeiro místico" que têm os cachorros, e afinal os cães no estado adulto, submetendo-se com fidelidade e abnegação a todas as arbitrariedades a que os queiram sujeitar. Mediram-lhe a cabeça e etc. Invadiu-me uma onda de tristeza, por os imaginar, numa vida de trabalho com trato suspeito. Doeu-me a alma por pensar nas cadelas a procriarem incessantemente até à exaustão em prol da ganância, porque tudo no homem deriva para a ganância, para a falta de respeito.
Há anos uma empresa maldita, Disvenda, sedeada em Odivelas e que só comercializava merdas, estava com dificuldade em vender cromos de uma aberração denominada Sandokan, até que alguém teve uma ideia brilhante: oferecer cachorros pastor alemão. Já não me lembro bem quais eram os moldes, mas lembro-me que foram muitos cachorros. Primeiro gordinhos, depois o reflexo de progenitoras fodidas até á exaustão. Algum tempo depois vi de tudo a errar pelas ruas de Odivelas, onde estava sedeada a empresa: pastores alemães raquíticos, pastores alemães com sarna, pastores alemães a cair de inacção devido á fome, uma pastora alemã com cio presa a um poste e juro a quem me lê, que isto foi há muitas décadas e que ainda hoje sinto a mesma revolta, ódio e vontade de chorar, que senti na altura.
Não há ninguém neste país ímpio, insano, inculto, que pare para pensar na consequência da gula que a todos os níveis povoa as mentes e engorda os ventres e lhe ponha um cobro?
Muitos pastores já se estão a tornar criadores de cães desta raça ou com estas qualidades. São cães de grande porte. Vi uma ninhada destes meninos. Um deles foi arrancado ao calor dos manos, para ser mostrado com o ar de "cordeiro místico" que têm os cachorros, e afinal os cães no estado adulto, submetendo-se com fidelidade e abnegação a todas as arbitrariedades a que os queiram sujeitar. Mediram-lhe a cabeça e etc. Invadiu-me uma onda de tristeza, por os imaginar, numa vida de trabalho com trato suspeito. Doeu-me a alma por pensar nas cadelas a procriarem incessantemente até à exaustão em prol da ganância, porque tudo no homem deriva para a ganância, para a falta de respeito.
Há anos uma empresa maldita, Disvenda, sedeada em Odivelas e que só comercializava merdas, estava com dificuldade em vender cromos de uma aberração denominada Sandokan, até que alguém teve uma ideia brilhante: oferecer cachorros pastor alemão. Já não me lembro bem quais eram os moldes, mas lembro-me que foram muitos cachorros. Primeiro gordinhos, depois o reflexo de progenitoras fodidas até á exaustão. Algum tempo depois vi de tudo a errar pelas ruas de Odivelas, onde estava sedeada a empresa: pastores alemães raquíticos, pastores alemães com sarna, pastores alemães a cair de inacção devido á fome, uma pastora alemã com cio presa a um poste e juro a quem me lê, que isto foi há muitas décadas e que ainda hoje sinto a mesma revolta, ódio e vontade de chorar, que senti na altura.
Não há ninguém neste país ímpio, insano, inculto, que pare para pensar na consequência da gula que a todos os níveis povoa as mentes e engorda os ventres e lhe ponha um cobro?
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
... eu gostava de vos ver aqui, aqui e não aí...; perdido por cem, perdido por mil
Cavaco há dois anos na presidência, bem dormido, bebido e comido, hirto como sempre, graceja acerca da ASAE no convento de Arouca, a propósito dos doces conventuais. Todos riem da piada, inclusive a caduca Isabel Pires de Lima, com a sua patética franjinha. Não gosto dele, achei a piada "fedorenta", e sem graça.
Rodrigues Guedes de Carvalho, o "rapaz forte da SIC", segundo Pulido Valente, graceja à "fedorento", sobre o futebol. Gosto dele e rio-me.
Miguel Sousa Tavares, que acho sexy, e do qual tenho os dois livros por ler, diz perca, em vez de perda. Não achei graça.
Ontem o director da ASAE, apanhado a fumar no Casino, disse perca, em vez de perda. Não achei graça.
Talvez por isso embirre com a perca, apesar de me dizerem que os filetes são bons.
Rodrigues Guedes de Carvalho, o "rapaz forte da SIC", segundo Pulido Valente, graceja à "fedorento", sobre o futebol. Gosto dele e rio-me.
Miguel Sousa Tavares, que acho sexy, e do qual tenho os dois livros por ler, diz perca, em vez de perda. Não achei graça.
Ontem o director da ASAE, apanhado a fumar no Casino, disse perca, em vez de perda. Não achei graça.
Talvez por isso embirre com a perca, apesar de me dizerem que os filetes são bons.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
um balanço de palavras sentidas

Se me pedissem para lhes dar um nome talvez fosse assim: "de perto se vai ao longe", o mote, para umas férias ibéricas, desejadas, surpreendentes e divertidas. Em gíria de publicidade "três em um", uma conciliação raramente bem conseguida. Felizmente a excepção ainda faz a regra. "Felizmente há luar", palavras do escritor, Luís de Sttau Monteiro, que subscrevo; não o tornemos opaco, talvez seja a única forma de conseguirmos ser "forever yongs".
principio - meio- e-fim
FatherIts not time to make a change,Just relax, take it easy.Youre still young, thats your fault,Theres so much you have to know.Find a girl, settle down,If you want you can marry.Look at me, I am old, but Im happy.I was once like you are now, and I know that its not easy,To be calm when youve found something going on.But take your time, think a lot,Why, think of everything youve got.For you will still be here tomorrow, but your dreams may not.SonHow can I try to explain, when I do he turns away again.Its always been the same, same old story.From the moment I could talk I was ordered to listen.Now theres a way and I know that I have to go away.I know I have to go.FatherIts not time to make a change,Just sit down, take it slowly.Youre still young, thats your fault,Theres so much you have to go through.Find a girl, settle down,If you want you can marry.Look at me, I am old, but Im happy.(son-- away away away, I know I have toMake this decision alone - no)SonAll the times that I cried, keeping all the things I knew inside,Its hard, but its harder to ignore it.If they were right, Id agree, but its them you know not me.Now theres a way and I know that I have to go away.I know I have to go.(father-- stay stay stay, why must you go andMake this decision alone? )
domingo, 20 de janeiro de 2008
cegueira

Uma constipação têm-me impedido nos últimos dias de levar a vida com a rotina habitual; dela faz parte apoiar Kumar. Um apoio voluntário e discreto, que me dá algum gozo, e do qual não espero reconhecimento. Sinto mesmo por parte dele algum mal disfarçado desprezo/"mépris" (que é mais sofisticado), alguma superioridade pelo facto de não ter de pedir, para ser olhado, considerado, cuidado. Dá-se mesmo ao luxo de se fazer caro. Não posso deixar de achar piada à ousadia.
Hoje quando cheguei, a reacção foi semelhante à das vezes em que a ausência é prolongada. Olhos bem abertos brilhantes, um lamber de beiços e um bater constante de cauda. Palavras para quê? È sinal de que sentiu a falta e não se vai fazer caro. Digo-lhe que aguarde, que não demoro! Reparo que a água está imunda, e afinal é um gesto tão simples mantê-la limpa.
Penso que a miséria no mundo terá muito a ver com a capacidade de não ver.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
por nenhuma razão especial

O "Céu na Terra", era a ambição de Santo Agostinho.
O nosso castigo é o inferno na terra.
Dada a minha situação de ínfima insignificância e de vida sem rastro, penso que não terei de prestar grandes contas, reconhecendo que já há um acerto nas pequenas contas. Mas grandes ou pequenas sei que é cá que as pagamos.
Nunca tive com ele uma ligação muito próxima , por várias contingências da vida. Mas se há uma coisa que aprecio nas pessoas acima de tudo é a inteligência e a capacidade de reconhecerem que erraram, e não é fácil admitir com resignação e com dignidade que o inferno é na Terra e que tudo tem de se saldar até ao último "centavo".
A doença amarrou-o a uma cadeira e colocou-o perante a mais inultrapassável dependência. Diz hoje que se soubesse que assim seria, não teria chegado ao estado em que se encontra, mas confiou no "anjo", que diz o acompanhou em várias situações da vida, mas reconhece que o anjo agora não o proteja.
Nunca há muito a conversar, porque há coisas que não precisam de ser ditas, quando a aura é a da verdade.
O nosso castigo é o inferno na terra.
Dada a minha situação de ínfima insignificância e de vida sem rastro, penso que não terei de prestar grandes contas, reconhecendo que já há um acerto nas pequenas contas. Mas grandes ou pequenas sei que é cá que as pagamos.
Nunca tive com ele uma ligação muito próxima , por várias contingências da vida. Mas se há uma coisa que aprecio nas pessoas acima de tudo é a inteligência e a capacidade de reconhecerem que erraram, e não é fácil admitir com resignação e com dignidade que o inferno é na Terra e que tudo tem de se saldar até ao último "centavo".
A doença amarrou-o a uma cadeira e colocou-o perante a mais inultrapassável dependência. Diz hoje que se soubesse que assim seria, não teria chegado ao estado em que se encontra, mas confiou no "anjo", que diz o acompanhou em várias situações da vida, mas reconhece que o anjo agora não o proteja.
Nunca há muito a conversar, porque há coisas que não precisam de ser ditas, quando a aura é a da verdade.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
singelamente escrevo, porque não sei cantar. puro prazer

Não sei se tinha 20 ou 21 anos, sei que tinha uma necessidade imperiosa de trabalhar. O antigo 7.º ano dos Liceus, eram as minhas habilitações literárias. A vida já me ensinara que as pessoas não eram fiáveis, mas o primeiro emprego foi uma escola de vida que assimilei até que a morte me devore. O primeiro ano foi uma tormenta, que me ia descabelando, não tivesse eu uma majestosa trunfa e depois um dermatologista cujo nome não mais esqueci.
O segundo ano, aquele em que passei de cordeiro a lobo, revelou uma parte de mim que não conhecia: contra tudo e contra todos, que nas lutas não há aliados. Levei alguns anos, mas venci.
O bom do mau são os anticorpos que se ganham.
No emprego como na vida, tudo tem um limite. Não sou jogadora, por nenhuma razão especial, puro desinteresse. Mas na vida sou uma extremista: ou tudo ou nada, faz parte da minha natureza, alguns chamam a isto egocêntrismo, eu chamo-lhe amor-próprio, e andar "distraída" é uma opção, mas como tudo na vida cansa, "tem dias", hoje foi dia.
O segundo ano, aquele em que passei de cordeiro a lobo, revelou uma parte de mim que não conhecia: contra tudo e contra todos, que nas lutas não há aliados. Levei alguns anos, mas venci.
O bom do mau são os anticorpos que se ganham.
No emprego como na vida, tudo tem um limite. Não sou jogadora, por nenhuma razão especial, puro desinteresse. Mas na vida sou uma extremista: ou tudo ou nada, faz parte da minha natureza, alguns chamam a isto egocêntrismo, eu chamo-lhe amor-próprio, e andar "distraída" é uma opção, mas como tudo na vida cansa, "tem dias", hoje foi dia.
P.S. aos que me lêem, não ousem pensar que me conhecem, através das palavras que aqui vou deixando. somos todos estranhos a nós mesmos.
domingo, 13 de janeiro de 2008
WILMAAAAA ou de tempos imemoriais

Talvez seja um regresso, não faço ideia, não sou por natureza uma pessoa premeditada. Admito por exemplo que alguém fora de si seja capaz de matar; por premeditação, tenho algumas reservas em aceitar, mas "i never say never".
Em tempos, tive simultaneamente vários canídeos, recolhidos da vida errante. O trabalho era imenso, a fúria também, assim como a alegria e o contentamento. Era do tipo há sempre lugar para mais um :). Os banhos eram complicados, duas delas tomavam-nos no veterinário, sempre sob o meu olhar, não fossem levar um estalo. O pânico instalava-se e o mau cheiro também, pois davam largas a uma misteriosa glândula vizinha do anûs, cujo nome não recordo e que em tempos imemoriais, era um mecanismo de defesa, já que o liquido que larga em esguicho fede mais que qualquer texugo que se preze ou doninha fedorenta.
Vem isto a propósito de Wilma e da Idade da Pedra, que tanto quanto sei eram tempos de recolecção, em que a fêmea ficava a tratar da caverna e o macho ia à caça. Chegado da caça talvez a fêmea o recompensasse, com o que brejeiramente se diz:"até os bichinhos gostam". Talvez ainda hoje o interesse de um macho por uma fêmea, esteja directamente relacionado com a comida, na prática um convite para jantar, que almoçar é muito informal. Foi do que me apercebi um dia destes num programa da TVI, em que Júlia Pinheiro falava com teenagers de ambos os sexos, em que ambos patenteavam este facto como demonstrativo do interesse por..., o tal jantar com direito a pequeno-almoço.
Talvez as roupas tenham mudado, talvez as cavernas não sejam tão inóspitas, talvez seja demasiado fácil fazer lume, FOGO!, mas talvez o ser humano continue na Idade da Pedra e não ainda na Idade Média como advogam alguns cépticos da evolução humana.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
ASAE ou AZAR ?

Agora que não se pode fumar, porque fumar mata, lembrei-me de umas caixas de fósforos que se faziam com fotografias. Embora do século passado, e apesar de o propósito subjacente ser o efémero, a verdade é que muitas delas ainda perduram. A lógica ainda não era a da sociedade de consumo desenfreada a todos os níveis, em que nada é feito para durar, quanto mais para perdurar.
Ainda há pilhas Duracel???
Penso muitas vezes se a má alimentação praticada em muitos lares portugueses, por todas as questões que só os hipócritas poderão ignorar, não matará muito mais que o tabaco? E eu nem fundamentalista sou, com os meus dois cigarros por dia, sem os quais vivo sem traumas.
E o interessante é que para as prisões se discutiu primeiro as salas de chuto e só depois as de fumo. Verdadeiramente profiláctico!
Quem acusaria Jardim de ilitracia, caso fosse do "Contenente"?
Ainda há pilhas Duracel???
Penso muitas vezes se a má alimentação praticada em muitos lares portugueses, por todas as questões que só os hipócritas poderão ignorar, não matará muito mais que o tabaco? E eu nem fundamentalista sou, com os meus dois cigarros por dia, sem os quais vivo sem traumas.
E o interessante é que para as prisões se discutiu primeiro as salas de chuto e só depois as de fumo. Verdadeiramente profiláctico!
Quem acusaria Jardim de ilitracia, caso fosse do "Contenente"?
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
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