
Talvez seja um regresso, não faço ideia, não sou por natureza uma pessoa premeditada. Admito por exemplo que alguém fora de si seja capaz de matar; por premeditação, tenho algumas reservas em aceitar, mas "i never say never".
Em tempos, tive simultaneamente vários canídeos, recolhidos da vida errante. O trabalho era imenso, a fúria também, assim como a alegria e o contentamento. Era do tipo há sempre lugar para mais um :). Os banhos eram complicados, duas delas tomavam-nos no veterinário, sempre sob o meu olhar, não fossem levar um estalo. O pânico instalava-se e o mau cheiro também, pois davam largas a uma misteriosa glândula vizinha do anûs, cujo nome não recordo e que em tempos imemoriais, era um mecanismo de defesa, já que o liquido que larga em esguicho fede mais que qualquer texugo que se preze ou doninha fedorenta.
Vem isto a propósito de Wilma e da Idade da Pedra, que tanto quanto sei eram tempos de recolecção, em que a fêmea ficava a tratar da caverna e o macho ia à caça. Chegado da caça talvez a fêmea o recompensasse, com o que brejeiramente se diz:"até os bichinhos gostam". Talvez ainda hoje o interesse de um macho por uma fêmea, esteja directamente relacionado com a comida, na prática um convite para jantar, que almoçar é muito informal. Foi do que me apercebi um dia destes num programa da TVI, em que Júlia Pinheiro falava com teenagers de ambos os sexos, em que ambos patenteavam este facto como demonstrativo do interesse por..., o tal jantar com direito a pequeno-almoço.
Talvez as roupas tenham mudado, talvez as cavernas não sejam tão inóspitas, talvez seja demasiado fácil fazer lume, FOGO!, mas talvez o ser humano continue na Idade da Pedra e não ainda na Idade Média como advogam alguns cépticos da evolução humana.
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