sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

por nenhuma razão especial


O "Céu na Terra", era a ambição de Santo Agostinho.
O nosso castigo é o inferno na terra.
Dada a minha situação de ínfima insignificância e de vida sem rastro, penso que não terei de prestar grandes contas, reconhecendo que já há um acerto nas pequenas contas. Mas grandes ou pequenas sei que é cá que as pagamos.
Nunca tive com ele uma ligação muito próxima , por várias contingências da vida. Mas se há uma coisa que aprecio nas pessoas acima de tudo é a inteligência e a capacidade de reconhecerem que erraram, e não é fácil admitir com resignação e com dignidade que o inferno é na Terra e que tudo tem de se saldar até ao último "centavo".
A doença amarrou-o a uma cadeira e colocou-o perante a mais inultrapassável dependência. Diz hoje que se soubesse que assim seria, não teria chegado ao estado em que se encontra, mas confiou no "anjo", que diz o acompanhou em várias situações da vida, mas reconhece que o anjo agora não o proteja.
Nunca há muito a conversar, porque há coisas que não precisam de ser ditas, quando a aura é a da verdade.

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